Governo avalia rever acordo de terras raras em Goiás com empresa dos EUA

Governo avalia rever acordo de terras raras em Goiás com empresa dos EUA

O governo federal é contrário ao acordo que prevê a entrada da empresa americana USA Rare Earth na mineradora Serra Verde, responsável por uma mina de terras raras em Minaçu, no norte de Goiás. A avaliação é que o negócio pode comprometer o interesse brasileiro em uma área considerada estratégica.

O ponto mais criticado é a previsão de que 100% da produção inicial seja enviada aos Estados Unidos. O acordo ainda depende da aprovação dos acionistas da Serra Verde, em assembleia marcada para sexta-feira (28).

As terras raras são usadas em tecnologias como ímãs permanentes, equipamentos eletrônicos e sistemas ligados à transição energética. A operação em discussão pretende combinar as atividades das duas empresas para formar uma cadeia de produção fora da Ásia, região que hoje concentra o mercado.

Segundo o G1, integrantes do governo estudam uma estratégia para tentar rever os termos do negócio. A preocupação aumentou porque o Brasil ainda não tem uma Política Nacional de Minerais Críticos aprovada.

Uma proposta para criar regras nacionais para o setor já passou pela Câmara dos Deputados, em maio, mas ainda aguarda análise do Senado Federal. O texto pode estabelecer diretrizes para a exploração e o uso de minerais considerados importantes para a economia e a segurança tecnológica.

A discussão ganhou força após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Depois do encontro, Alcolumbre afirmou que o projeto sobre minerais críticos deverá ser votado na próxima semana.

O caso coloca em debate como o país deve conciliar a atração de investimentos estrangeiros com o controle de recursos estratégicos. A definição de regras pelo Congresso pode influenciar futuras operações de mineração e a destinação da produção brasileira.

Fonte: <a href=”https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/08/26/governo-e-contra-a-exploracao-de-terras-raras-em-goias-por-empresa-americana-e-avalia-como-rever-negocio.ghtml”>G1</a>

Fonte: G1