Quem é Renan Santos, canditato à Presidência da Repúbica
Renan Antônio Ferreira dos Santos (São Paulo, 14 de fevereiro de 1984) é um ativista, empresário, músico e político brasileiro. Ficou conhecido por ser um dos fundadores e coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL). É o atual e primeiro presidente do Partido Missão, aprovado pelo TSE, no dia 4 de novembro de 2025.
Renan Santos nasceu em 14 de fevereiro de 1984, na cidade de São Paulo. Durante sua infância e juventude, residiu no bairro da Mooca, na capital paulista. Seu pai é um advogado, e sua mãe, uma psicóloga. Após concluir o ensino médio, foi aprovado no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Durante seu período como estudante universitário, envolveu-se ativamente na política estudantil e na organização de eventos.
Renan Santos não concluiu o curso de Direito, abandonando a graduação antes de sua formatura. Após deixar a faculdade, passou a trabalhar junto com seu pai em um grupo de empresários focado na reestruturação e recuperação de empresas em situação de falência ou grave dificuldade financeira.
Em 2014, Renan Santos, em parceria com Rubinho Nunes, seu irmão Alexandre Santos e outros indivíduos, fundou o Movimento Renova Vinhedo, um grupo jovem de militância liberal que tinha como principal característica o uso da internet e de uma estética irreverente para abordar suas pautas. O movimento possuía conexões com o grupo político do ex-prefeito Milton Serafim, de seu sucessor Jaime Cruz, e do vereador Rubens Alves, pai de um de seus integrantes.
Ainda em 2014, o Movimento Renova Vinhedo serviria de base para a criação do Movimento Brasil Livre (MBL), que estreou no cenário político com uma manifestação em frente ao Masp, em São Paulo, reunindo cerca de 5 mil pessoas e consolidando o uso da internet como principal ferramenta para promover pautas liberais. Junto com Kim Kataguiri, Gabriel Calamari, Frederico Rauh, Alexandre Santos, Rafael Rizzo e Rubinho Nunes, fundou Movimento Brasil Livre, a partir da comum insatisfação com a vitória de Dilma Rousseff na eleição presidencial daquele ano. Uma das principais funções de Renan dentro do novo Movimento foi realizar as articulações políticas. Ele foi um dos responsáveis por articular o que ficou conhecido como “Comitê do Impeachment”, que foi formado por líderes dos Partidos e Movimentos para levar à frente o processo de impeachment da então presidente, Dilma Roussef.
Atuação no Movimento Brasil Livre (MBL)
O Movimento Brasil Livre (MBL) foi fundado em 2014, no contexto das manifestações contra o aumento das tarifas de transporte público e, em seguida, das mobilizações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Renan Santos, junto de Kim Kataguiri, Fernando Holiday, Rubinho Nunes e outros, tornou-se um dos principais líderes do movimento.
Renan destacou-se como estrategista de comunicação e articulador de ações políticas e manifestações em larga escala. O MBL ficou conhecido por sua habilidade em organizar protestos nacionais com grande adesão popular, utilizando redes sociais como instrumento de convocação e propaganda.
Durante o processo de impeachment, Renan foi apontado como um dos rostos centrais da mobilização que levou milhões de pessoas às ruas. Após o afastamento de Dilma Rousseff, o MBL manteve-se ativo, apoiando pautas como a reforma da Previdência e o teto de gastos.
Manifestações
Renan Santos teve atuação central em grandes mobilizações políticas no Brasil a partir de 2013. Participou dos protestos contra a PEC 37, que acabou rejeitada após forte pressão popular. Em 2014, ajudou a organizar o primeiro ato do MBL, em defesa da Lava Jato, contra a corrupção e pela liberdade de imprensa.
Em 2015, liderou manifestações nacionais contra o governo Dilma, incluindo a Marcha pela Liberdade até Brasília e a criação do Comitê do Impeachment, com articulação política em Brasília. Em 2016, participou do maior protesto popular da história do país, com mais de 3 milhões de pessoas nas ruas.
Em 2017, atuou nas manifestações contra a exposição Queermuseu, liderando campanha de boicote ao Santander, que acabou cancelando a mostra.
Pré-candidatura presidencial de 2026
Em 2025, Santos anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026, disputando a indicação pelo Partido Missão. Sua campanha adota um discurso crítico ao que ele classifica como “hegemonia política e cultural” dos partidos tradicionais, ao mesmo tempo em que se opõe tanto ao Partido dos Trabalhadores (PT) quanto ao bolsonarismo.
Nas pesquisas eleitorais divulgadas em final de 2025, Santos obteve índices de intenção de voto mais fortes em levantamentos focados nos jovens, especialmente entre os da geração Z, público que pretende priorizar em sua campanha eleitoral.
Idéias políticas e posicionamento
Renan Santos defende pautas de direita, com foco em liberalismo econômico, reformas estruturais e incentivo ao empreendedorismo, embora diga não ser ideológico e adote postura mais pragmática. No campo da segurança, prega endurecimento extremo contra o crime organizado, com penas mais duras e até debate sobre prisão perpétua e pena de morte. Defende reestruturação urbana, com o fim gradual das favelas e possível fusão de municípios e estados. Na vida pessoal, também atua como músico da banda de rock Limão Rosa.
Produção cultural
Em 2019, Renan Santos idealizou o projeto do documentário “Não vai ter golpe” juntamente com seu irmão Alexandre Santos e Fred Rauh, e produção de Gabriel Calamari. A obra retrata o nascimento do MBL e a atuação de seus integrantes e das manifestações populares em defesa da cassação do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, conteúdo que também pode ser encontrado no livro “Como um grupo de desajustados derrubou a presidente: MBL: a origem”, escrito por Renan Santos e Kim Kataguiri.
Partido Missão
Durante anos, o MBL apoiou candidatos em partidos já existentes, como DEM, Podemos e Patriota, sem possuir uma legenda própria. Diante disso, Renan Santos liderou a criação do Partido Missão, anunciado em 2023 como desdobramento institucional do MBL.
A legenda foi criada com o objetivo de romper com a chamada “velha política”, adotando o discurso de propósito, transformação e engajamento. Renan coordenou a coleta de assinaturas para o registro no TSE e afirmou que o partido pretende lançar candidatos em todos os cargos nas eleições de 2026, inclusive à Presidência da República. O partido também lançou o Livro Amarelo, que reúne suas propostas programáticas. Em 4 de novembro de 2025, o TSE aprovou oficialmente a criação do Partido Missão, tornando-o o 30º partido político do Brasil.
Embora não ocupe cargo eletivo, Renan Santos exerce influência central na legenda, atuando como articulador, estrategista e principal liderança na comunicação política. Seu papel é estruturar o partido e ampliar sua base, buscando equilibrar a militância digital do MBL com a institucionalização necessária para disputar eleições. Apesar disso, críticos apontam que sua liderança forte pode concentrar decisões e limitar a pluralidade interna.

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