Celular de dono do Banco Master pode virar peça-chave em investigação da PF
A Polícia Federal conseguiu acessar dados apagados do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no âmbito da investigação que apura possíveis interferências para evitar ou adiar a liquidação da instituição financeira. O aparelho foi submetido a um software especializado, recentemente adquirido pela corporação, capaz de recuperar mensagens, fotos e outros arquivos que haviam sido deletados.
Segundo informações confirmadas à CNN Brasil pelo jornalista Gustavo Uribe, o trabalho técnico foi considerado complexo devido ao modelo do aparelho — um iPhone 17 Pro Max — que possui camadas avançadas de proteção e criptografia. Além disso, o celular contava com uma camada extra de segurança, o que exigiu semanas de trabalho de especialistas para a quebra dos códigos.
Com o acesso aos dados, investigadores da PF iniciaram um processo minucioso de análise, chamado internamente de “peneiramento”. A ideia é separar o que tem relevância para o inquérito do que é conteúdo pessoal sem relação com a investigação. O foco está em identificar conversas que indiquem tentativas de interferência política ou institucional para impedir ou postergar medidas contra o Banco Master, além de possíveis tratativas envolvendo o BRB (Banco de Brasília).
A defesa de Daniel Vorcaro se manifestou e pediu que informações de caráter pessoal e sem ligação direta com o caso sejam descartadas. De acordo com fontes da PF, os dados considerados relevantes serão encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) após a conclusão da triagem técnica, prevista para ocorrer uma ou duas semanas depois do Carnaval.
Apesar de o celular conter conversas com diferentes autoridades, os investigadores afirmam que o foco da apuração não é o volume de contatos, mas sim a existência de indícios objetivos de atuação para interferir em decisões que envolvam o futuro do Banco Master. Caso sejam encontradas provas consistentes, o material pode reforçar pedidos de novas diligências e aprofundar o cerco judicial sobre os envolvidos no caso.

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