Lula reconhece falhas no STF, mas descarta confronto entre Poderes

Lula reconhece falhas no STF, mas descarta confronto entre Poderes

Em meio ao aumento das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Corte não está imune a mudanças e que o funcionamento do Judiciário pode, sim, ser debatido e aprimorado dentro das regras democráticas. Segundo o presidente, qualquer proposta de reforma deve passar pelo Congresso Nacional, instância legítima para discutir alterações estruturais no sistema de Justiça.

A declaração foi feita durante entrevista, na qual Lula reconheceu que nenhuma instituição do país é perfeita ou está acima de processos de evolução. Para o presidente, o debate sobre ajustes no Judiciário precisa acontecer com responsabilidade, sem ataques institucionais ou tentativas de enfraquecer o papel constitucional do Supremo.

Lula também citou os desdobramentos dos atos golpistas de 8 de janeiro como um marco recente da atuação do STF. Segundo ele, a postura da Corte diante das tentativas de desestabilização institucional demonstrou firmeza na defesa da democracia. Para o presidente, o fato de o Supremo não ter cedido a pressões externas reforça a importância da independência do Judiciário como pilar do Estado Democrático de Direito.

Ao mesmo tempo, o presidente sinalizou que discutir melhorias não significa atacar o Supremo, mas reconhecer que instituições públicas precisam estar abertas a aperfeiçoamentos. Ele defendeu que esse tipo de debate seja feito dentro do campo político e legislativo, com participação do Congresso, evitando confrontos entre Poderes e discursos que fragilizam a confiança da população nas instituições.

Nos bastidores de Brasília, a fala de Lula é vista como um movimento de equilíbrio: de um lado, reconhece o desgaste da imagem do STF em parte da opinião pública; de outro, preserva o papel institucional da Corte e afasta qualquer discurso de ruptura. O presidente tenta se posicionar como fiador da estabilidade entre os Poderes em um ambiente político ainda tensionado por pautas institucionais sensíveis.