Presidente do Solidariedade sai em defesa de Toffoli e critica “linchamento moral” após saída do caso Master
O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP), saiu em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli após a troca na relatoria do caso Banco Master. Em nota divulgada nesta sexta-feira (13), o parlamentar criticou o que chamou de “linchamento moral” contra autoridades públicas e afirmou que Toffoli sempre atuou com “equilíbrio e firmeza” ao longo da carreira na magistratura.
A saída de Toffoli da relatoria foi definida em consenso entre os ministros do STF, após reunião da Corte. O ministro André Mendonça assumiu o caso por meio de sorteio. A mudança ocorreu em meio à pressão política e institucional envolvendo a apuração de fraudes financeiras bilionárias ligadas ao Banco Master.
Segundo Paulinho da Força, não se pode admitir que autoridades sejam expostas a julgamentos antecipados com base em vazamentos seletivos de informações. Para ele, esse tipo de exposição compromete o equilíbrio institucional e enfraquece a confiança nas instituições democráticas.
Na nota, o deputado destacou os quase 20 anos de atuação de Toffoli no Judiciário, lembrando que o ministro presidiu o STF durante a pandemia da Covid-19 e também comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em períodos eleitorais considerados sensíveis. Paulinho afirmou que o ministro sempre foi reconhecido pelo perfil de diálogo e postura institucional.
A troca na relatoria aconteceu após a Polícia Federal concluir perícia em materiais apreendidos no inquérito do caso Master, que apontaram menções ao nome de Toffoli em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, dono do banco investigado. A repercussão do material ampliou a pressão para que o ministro se afastasse da condução do processo.
Além disso, parlamentares da oposição passaram a articular um pedido de impeachment contra o ministro. Diante do cenário de desgaste, o STF optou por alterar a relatoria como forma de preservar a institucionalidade da Corte e reduzir questionamentos sobre imparcialidade no andamento do caso.

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