STF articula apoio a Jorge Messias para evitar vácuo na Corte
Ministros do Supremo Tribunal Federal trabalham nos bastidores para viabilizar a aprovação de Jorge Messias. O indicado do presidente Lula deve ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Interlocutores do Palácio do Planalto contabilizam votos favoráveis e apontam sinal verde de legendas como PSD e MDB. Messias depende agora de sabatina no Senado e votação no plenário para assumir o cargo.
A cúpula do Judiciário avalia que a aprovação imediata reduz riscos políticos diante de uma eventual mudança no governo federal. Embora o nome de Rodrigo Pacheco tenha sido cogitado inicialmente, o tribunal prioriza preencher a cadeira vaga para fortalecer a instituição. “Manter uma cadeira vaga fragiliza ainda mais o Supremo”, afirmam magistrados em conversas reservadas sobre a atual crise institucional.
O clima no Congresso Nacional apresenta maior resistência ao nome do advogado-geral da União. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conversou recentemente com o presidente Lula por telefone. Ele evitou assumir compromissos formais e adotou uma postura de neutralidade estratégica. Interlocutores descrevem a atitude de Alcolumbre como um movimento de “lavar as mãos” em relação à indicação presidencial.
Aliados do presidente do Senado notam uma deterioração rápida no cenário político de Brasília. A oposição demonstra organização e utiliza a liderança do senador Flávio Bolsonaro para mobilizar parlamentares. O grupo oposicionista discute formas de impor uma derrota ao governo com o objetivo de gerar dividendos eleitorais. A avaliação é que pautas ligadas ao STF possuem alta ressonância na opinião pública.
O governo enfrenta críticas internas sobre a coordenação e o momento escolhido para a indicação. A estratégia de evitar o período eleitoral terminou por colocar o tribunal no centro do debate político nacional. Apesar da proximidade histórica entre o presidente da República e o chefe do Legislativo, o distanciamento atual preocupa a base governista. “Alcolumbre gosta de Lula, e Lula gosta dele”, dizem interlocutores para explicar a complexidade da relação entre os dois líderes.
(Fonte: G1. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.



