Eleições são o caminho para consertar o Brasil, defendem debatedores no Oficina do Brasil
O episódio #020 do programa Oficina do Brasil, apresentado pelo jornalista Marcelo Torres e pelo ex-prefeito de Vitória e ex-deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas, trouxe um debate direto e contundente sobre os rumos da política brasileira, a crise de credibilidade das instituições e o papel central das eleições como instrumento de correção dos rumos do país.
No último programa da primeira temporada, os apresentadores partiram de um fato internacional recente — a retirada do ministro Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky, dos Estados Unidos — para ampliar a discussão sobre soberania, interferência externa e o funcionamento do sistema democrático brasileiro.
Para Luiz Paulo, o episódio simboliza um “teatrinho político” que trouxe prejuízos ao Brasil, especialmente ao setor exportador, ao reforçar a ideia de que soluções para problemas internos poderiam vir de fora. Segundo ele, o país precisa abandonar esse tipo de narrativa e assumir que o conserto das instituições passa, necessariamente, pelas urnas.

“Toda eleição é uma oportunidade real de mudança. O Brasil já provou isso ao longo da história”, afirmou Luiz Paulo, ao relembrar eleições decisivas desde 1974 até o fim da ditadura militar.
Polarização trava o país
O programa também analisou o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. Na avaliação dos debatedores, a candidatura representa um segmento legítimo da sociedade, mas tende a manter o país preso a uma polarização que dificulta reformas estruturais e o equilíbrio fiscal.
Marcelo Torres destacou que o mercado reagiu negativamente ao anúncio, com queda da Bolsa e alta do dólar, refletindo o receio de que o debate eleitoral continue girando em torno de extremos, deixando temas centrais — como orçamento, reforma administrativa, segurança pública e eficiência do Estado — em segundo plano.

Congresso busca ajuste de excessos
Outro ponto forte do episódio foi a análise do projeto aprovado na Câmara que revisa a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Para Luiz Paulo, o Congresso atua para corrigir excessos, atendendo ao sentimento majoritário da sociedade: punição, sim, mas sem vingança.
“Penas desproporcionais envenenam o ambiente político. O país precisa virar essa página para tratar do que realmente importa”, avaliou.
Segurança pública e consenso político
O programa também elogiou a aprovação, por unanimidade no Senado, do projeto de lei que endurece o combate às facções criminosas. Para os debatedores, o episódio demonstra que, quando há seriedade e foco no interesse público, é possível superar divisões ideológicas.

O texto prevê penas mais duras para líderes de organizações criminosas, cumprimento obrigatório em presídios federais e mudanças nas regras de progressão de regime — medidas vistas como essenciais diante do avanço do crime organizado no país.
Brasil precisa sair do ciclo do populismo
Ao encerrar o programa, Luiz Paulo defendeu que o Brasil precisa romper definitivamente com o ciclo de populismo que marcou as últimas duas décadas, superando tanto o lulismo quanto o bolsonarismo.
“O país cresceu menos que seus pares, perdeu credibilidade institucional e confiança no futuro. A eleição que vem é uma chance de encerrar esse ciclo”, concluiu.
O Oficina do Brasil se consolida como um espaço de debate qualificado, que foge do radicalismo e propõe soluções concretas para os desafios nacionais, reforçando a ideia de que, apesar das crises, o Brasil tem conserto.
📺 O episódio completo está disponível no YouTube.

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