CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos de Fabiano Zettel e investiga morte de suspeito ligado ao PCC
A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11) um pacote de 27 requerimentos relacionados a investigações sobre lavagem de dinheiro e possíveis conexões com o crime organizado.
Entre as medidas aprovadas está a quebra de sigilo fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, parente do empresário Daniel Vorcaro.
Os requerimentos foram votados em bloco, procedimento comum no Congresso quando há consenso entre os parlamentares para aprovar diversos itens simultaneamente.
Investigação sobre morte de “Sicário”
A comissão também aprovou a quebra de sigilos e o envio de relatórios financeiros do Coaf relacionados a Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, que morreu após ser preso.
Além disso, os parlamentares solicitaram informações ao ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal, para esclarecer as circunstâncias da morte do suspeito.
Convocações e convites aprovados
A CPI também aprovou a convocação de Marilson Roseno da Silva, além de dois servidores do Banco Central do Brasil suspeitos de favorecer o Banco Master.
Também foram aprovados convites para depoimentos de autoridades e lideranças institucionais, entre elas:
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Alexandre de Moraes
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Dias Toffoli
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Gabriel Galípolo
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Rui Costa
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Tomás Miguel Ribeiro Paiva
A comissão também solicitou informações à empresa de gestão de aeronaves Prime You, que já teve Vorcaro como integrante do quadro societário.
Lavagem de dinheiro do PCC
Outro ponto aprovado foi a quebra de sigilo bancário e fiscal de Mohamad Hussein Murad, apontado como personagem central em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.
Depoimento de empresário investigado
Durante a sessão, também foi ouvido João Carlos Mansur, empresa investigada pela Polícia Federal em operações que apuram possíveis esquemas de lavagem de dinheiro do PCC.
Inicialmente, o advogado José Luis Oliveira Lima informou que Mansur permaneceria em silêncio, mas o empresário decidiu falar e negou qualquer irregularidade.
Ele explicou que a empresa administra cerca de R$ 300 bilhões em fundos de investimento, ressaltando que os fundos investigados representam apenas uma pequena parcela da operação.
Segundo a Polícia Federal, fundos exclusivos — aqueles com apenas um cotista — podem ter sido utilizados para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, hipótese que segue sendo investigada.

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