Lula cobra bancos por crédito do Move Brasil após baixa adesão ao programa

Lula cobra bancos por crédito do Move Brasil após baixa adesão ao programa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (8) que o ritmo de contratações do Move Brasil, programa destinado à compra de veículos por trabalhadores de aplicativo, está abaixo do esperado nos primeiros meses. Segundo ele, exigências feitas pelos bancos têm dificultado a aprovação dos financiamentos.

Lula citou como exemplos o financiamento de motocicletas para entregadores e de carros para motoristas de aplicativos e taxistas. Na avaliação do presidente, o programa foi anunciado com expectativa positiva, mas não avançou como previsto quando começou a ser colocado em prática.

Durante um evento, o presidente criticou a exigência de critérios de avaliação de crédito e a necessidade de relacionamento bancário para liberar os contratos. Ele também afirmou que trabalhadores deixam de pagar aluguel ao adquirir o próprio veículo, mas ainda assim encontram barreiras para acessar o financiamento.

Lula disse que já realizou duas reuniões para tratar do problema. Em uma delas, determinou ao ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, que reunisse pessoas que não haviam conseguido acessar o programa.

De acordo com o presidente, esse grupo deveria pressionar a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a analisar os casos, com participação de integrantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Lula relatou que pretendia reunir cem trabalhadores, mas inicialmente foram selecionados 20. Segundo ele, dois participantes tiveram o acesso ao programa reconhecido durante uma das reuniões.

A cobrança pública coloca a execução do Move Brasil no centro da agenda do governo federal e expõe a distância entre a criação de uma linha de crédito e sua efetiva contratação pelos trabalhadores que deveriam ser atendidos.

Fonte: [InfoMoney](https://www.infomoney.com.br/politica/lula-admite-baixa-adesao-ao-move-brasil-e-critica-bancos-por-travas-no-credito/)

Fonte: InfoMoney