PF mira desembargador do RJ por venda de sentenças do mercado imobiliário

PF mira desembargador do RJ por venda de sentenças do mercado imobiliário

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Em Nome do Pai para investigar um possível esquema de favorecimento a empresas dos setores imobiliário e da construção civil do Rio de Janeiro por meio de decisões judiciais. O principal alvo é o desembargador Alexandre Eduardo Scisinio.

Segundo a apuração, os atos investigados teriam ocorrido quando Scisinio ainda era juiz de primeira instância em Niterói. A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão em Icaraí, expedidos pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além do magistrado, são investigados a esposa, os dois filhos, uma cunhada e uma advogada. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou à Gazeta do Povo que não se pronunciará sobre a operação, enquanto a defesa do desembargador não foi localizada pela reportagem.

De acordo com a PF, decisões judiciais teriam beneficiado empresas do mercado imobiliário e da construção civil em troca de vantagens destinadas à família do magistrado. A investigação apura a extensão do suposto esquema e a participação de cada investigado.

A corporação afirmou que as vantagens indevidas teriam sido repassadas por meio de imóveis, descontos comerciais excepcionais, pagamentos indiretos, interpostas pessoas e empresas ligadas aos investigados. Em um dos endereços ligados a um dos filhos, os agentes apreenderam R$ 27 mil em dinheiro vivo.

A investigação começou a partir de informações encaminhadas pela Corregedoria-Geral do TJRJ, após a abertura de procedimento administrativo para apurar a conduta de Scisinio. A PF informou que, embora os atos de corrupção investigados tenham ocorrido na primeira instância, possíveis práticas de lavagem de dinheiro teriam continuado depois da promoção dele ao tribunal.

A operação envolve suspeitas de crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. As informações divulgadas ainda estão sob investigação e não representam condenação dos alvos.

Fonte: Gazeta do Povo

Fonte: Gazeta do Povo