Ponte de R$ 36 Milhões Desaba e Deixa Feridos: Quem Vai Responder Por Essa Tragédia?
A Ponte Frei Paolino Baldassari foi inaugurada em dezembro de 2023 sob aplausos, discursos e promessas de desenvolvimento para Sena Madureira.
Apresentada como uma das maiores obras da história do município, a estrutura de 232 metros custou mais de R$ 36 milhões aos cofres públicos.
Na cerimônia de entrega, autoridades classificaram a obra como histórica.

O governador Gladson Cameli celebrou a conclusão do empreendimento.
Governador, o senhor participou da inauguração e apresentou a ponte como uma obra histórica para o Acre. Hoje, com parte da estrutura desabada e cidadãos feridos, qual explicação o senhor dá à população sobre uma obra de R$ 36 milhões que não resistiu sequer aos primeiros anos de operação?

O então deputado federal Gerlen Diniz destacou que a ponte colocaria seu nome na história do Acre.
Deputado, o senhor afirmou que a ponte entraria para a história do Acre. Entrou. Mas por razões completamente diferentes das esperadas. Como parlamentar federal e defensor da obra, o senhor acredita que a população merece saber quais empresas executaram os serviços, quais órgãos fiscalizaram a construção e quem garantiu a qualidade da estrutura entregue?

O deputado estadual Luiz Gonzaga exaltou o esforço político para tornar o projeto realidade.
Deputado, a Assembleia Legislativa tem entre suas funções fiscalizar os atos do Poder Executivo. Diante do desabamento de uma obra milionária, o senhor considera que houve fiscalização suficiente durante a execução e após a entrega da ponte? A Assembleia irá cobrar responsabilidades?

O senador Márcio Bittar agradeceu ao governo estadual pelo investimento.
Senador, durante a inauguração o senhor agradeceu ao governo pelo investimento realizado. Agora que a ponte desabou e deixou vítimas, o senhor defenderá uma investigação independente para esclarecer como uma obra dessa magnitude apresentou um colapso estrutural em tão pouco tempo?

A então presidente da Câmara Municipal, Ivoneide Bernardino, afirmou que era um dia histórico para a população.
Vereadora, a senhora declarou que aquele era um dia histórico para Sena Madureira. Hoje, diante do desabamento parcial da estrutura, acredita que a população recebeu todas as informações necessárias sobre a qualidade, segurança e durabilidade da obra? O município também deve cobrar explicações?

Nos materiais oficiais divulgados pelo próprio governo, também aparecia a engenheira Thalia Kamila Gomes, apresentada como uma das responsáveis pelo acompanhamento técnico da obra.
Seu nome apareceu em materiais oficiais divulgados pelo governo durante a entrega da ponte. Como profissional ligada ao acompanhamento técnico da obra, a senhora consegue explicar à população como uma estrutura recém-inaugurada chegou ao ponto de sofrer um colapso tão grave? Quais esclarecimentos técnicos considera essenciais neste momento?
À Construtora Cidade Ltda:
A empresa recebeu mais de R$ 36 milhões para executar uma das obras mais importantes da história de Sena Madureira. A construtora garante que todos os padrões técnicos, estruturais e de segurança foram rigorosamente cumpridos? A empresa reconhece alguma falha ou atribui o problema a outros fatores?

Agora, quase três anos depois, o cenário é completamente diferente.
Parte da ponte veio abaixo.
Quatro pessoas ficaram feridas.
Entre elas está o juiz aposentado e advogado Edinaldo Muniz, de 54 anos, criador de conteúdo digital que utilizava as redes sociais para comentar temas políticos e administrativos. Pouco antes do acidente, ele realizava uma transmissão ao vivo apontando questionamentos sobre a estrutura quando ocorreu o desabamento.
Segundo informações divulgadas pelo Governo do Acre, Edinaldo sofreu traumatismo craniano e trauma interno abdominal e renal, sendo considerado um dos casos mais graves.
O caso chocou o estado e colocou uma pergunta no centro do debate público:
Como uma obra de mais de R$ 36 milhões apresenta um colapso estrutural em tão pouco tempo?
A população tem o direito de saber.
Quem projetou?
Quem executou?
Quem fiscalizou?
Quem aprovou?
Quem recebeu a obra?
Quem garantiu que ela oferecia segurança à população?]
O Governo do Acre informou que equipes da Saúde, Assistência Social, Samu, Corpo de Bombeiros, Ciopaer, Deracre e representantes da empresa responsável pela construção foram mobilizados para atender a ocorrência e acompanhar a situação.
A OAB do Acre também se manifestou, classificando o episódio como de extrema gravidade e cobrando uma investigação técnica rápida, transparente e rigorosa, com eventual responsabilização de todos os envolvidos caso sejam constatadas irregularidades.
Neste momento, ninguém pode ser apontado como culpado sem a conclusão das perícias e das investigações.
Mas uma coisa é certa.
Uma ponte de R$ 36 milhões não deveria estar desabando poucos anos após sua inauguração.
O Acre não precisa apenas de explicações.
Precisa de respostas.
Precisa de transparência.
Precisa de responsabilização caso sejam identificadas falhas.
E, acima de tudo, precisa garantir que nenhuma família volte a correr riscos em uma obra pública construída com o dinheiro do contribuinte.
A população de Sena Madureira merece saber exatamente o que aconteceu.
E o Brasil inteiro merece acompanhar o resultado dessa investigação.
Informações sobre o estado de saúde de Edinaldo Muniz e manifestações institucionais foram divulgadas pelo Governo do Acre, OAB/AC e reportagem publicada pelo portal Migalhas: https://www.migalhas.com.br/quentes/457490/ponte-desaba-no-acre-e-juiz-aposentado-fica-ferido

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.




